Em nome do pai, do filho… amém!

A ascenção e queda do Esp�rito SantoQuando era pequeno sentia medo ao final de cada oração. Normalmente só orava pelas mesmas coisas que cada um de nós ora quando é criança: saúde para nossos pais, felicidade para toda a nação brasileira, o fim de toda e qualquer dívida que o país possuisse e uma bicicleta nova. Coisas de criança, vocês sabem… mas tinha medo ao fazer a cruz e proferir o encerramento de cada prece. Tinha pavor do Espírito Santo. Achava que era assombração!

A cada oração, meu pavor aumentava e, não sei a partir de que idade, comecei a encurtar esses finais para:

“… Em nome do Pai, do Filho… amém!”

Pai e filho são conceitos simples de se compreender. São paupáveis, visíveis e de carne e osso (pelo menos os ossos em alguns casos), mas um espírito, mesmo que santo, é algo no mínimo assustador para uma criança pequena.

Os anos se passaram, milhares de preces foram feitas e nunca ganhei minha Caloi. Até hoje culpo o Espírito Santo por interceptação de mercadoria roubada (do filho) ou desvio de verbas (do pai). Com o tempo foi natural culpá-lo também pela nossa externa dívida eterna.

Foram necessários, já na vida adulta, muitos anos de profunda auto-análise para superar esse medo e ignorar todo o conceito de Espírito Santo. Na verdade não foi tão difícil, porque hoje eu (assim como muitos brasileiros) sei que o Espírito Santo não existe.

Aos descrentes da afirmação acima, provo o meu ponto com a seguinte questão: quando e qual foi a última notícia que se teve sobre o Espírito Santo? Não vale procurar no Google, heim!

A única coisa que sei sobre o Espírito Santo é que ele produziu o Roberto Carlos. Depois disso não soube de mais nada. Hoje considero o território entre o estado do Rio de Janeiro e a Bahia como o litoral mais do que merecido de Minas Gerais. Espero que o povo brasileiro concorde.

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10 Comentários em “Em nome do pai, do filho… amém!”

  1. Ota Otacilio Says:

    caraca!
    eu sempre pensei a mesma coisa que você!
    nunca se vê notícias do Espírito Santo.
    shopAPIipheIEAAEHe…
    é igual ao Maranhão!
    M-A-R-A-N-H-Ã-O,
    Quando eu era pequeno tive vontade de soltar um maranhão…
    mas nao deu

  2. Bogo Says:

    O Acre nem se fala mais; causo batido.
    E se ele realmente existisse -ou se fosse obra de um belo escambo por um cavalo- eu sem respeito nenhum, pediria o cavalo de volta.
    Povo brasileiro, sr. povo, é hora de reivindicarmos nosso pangaré!

  3. Gu Ruffeil Says:

    “A única coisa que sei sobre o Espírito Santo é que ele produziu o Roberto Carlos.”
    Cara… nunca ri tanto lendo algo assim – tirando as merdas de vestibular, é claro.
    Parabéns de verdade pelo Blog.
    Grande abraço!

  4. Franco Says:

    O Cara que matou a Dorthy Stang, é do Espirito santo…
    è bom ter medo mesmo do Epirito santo, aqui nossa mao de obra de exortaçao é matador d olho amarelo!!!

    E o Amapa? existe?


  5. Caro Franco,
    Um pequeno escalrecimento para os leitores do blog. Espero que não se importe.
    O assassinato da Dorthy Stang ocorreu no Pará. É importante ressaltar que esse tipo de notícia envolvendo esse pseudo-estado é muito comum O mesmo aconteceu há quase um ano atrás com um ônibus que SAIU do tal lugar e foi queimado no Rio de Janeiro. ( http://oglobo.globo.com/rio/mat/2006/12/28/287212020.asp ).
    Ao que parece é necessário para essa gente sair do “Espírito Santo” para virarem notícia. Uma lástima mesmo.

  6. Daniel Bastos Says:

    Rapaz…não me admira você nunca ter ouvido falar do Espírito Santo. Qualquer lesado com um mínimo de cultura e informação saberia onde fica um dos pedaços mais lindos do Brasil – que evidentemente tem problemas sim, como todos os cantos deste país…Qualquer um lesado, mas você relamente não saberia…é… seria pedir demais mesmo…

    Mas realmente tenho que admitir que certas coisas aqui nós não temos mesmo: mulheres feias, praias poluídas, PCC, Comando Vermelho…

  7. Renan Says:

    Espírito Santo não é aquele estado que tem mais Mineiros que Minas Gerais? Acho que só os Mineiros sabem como chegar lá, no verão, via Mineroduto.

    Hehhehe… piadas a parte, eu soou capixaba e concordo que o Espírito Santo aparece menos nos jornais nacionais que o Acre (como se fosse possível). Nosso estado só é notícia quando acontece alguma merda por aqui, e tem que ser uma merda muito grande!

    Adorei o texto, parabéns.

  8. Thales C Says:

    Cara.. AHUAUHAuhAuhauhauha.. GENIAL!

    Parabéns pelos textos, cada vez melhores.

  9. Lucas Says:

    Bogo leu meu pensamento. O Acre não existe, o Espírito Santo não existe… O Brasil está sumindo! =O

    Daniel Bastos, relaxa e… Bem, você ouviu a ministra. E mulher feia tem no Brasil inteiro. Felizmente, bonita também, e em proporção bem maior. =D

  10. Jorge Alberto Says:

    Minas Gerais já teve saída para o mar. Basta conferir a letra da canção “Ponta de Areia”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt, que conta a história de uma antiga ferrovia que, saíndo de Minas Gerais, rasgava parte do estado da Bahia até chegar ao Atlântico. Uma pequena extensão de terras às margens da Ferrovia, mesmo ainda na Bahia, eram parte do território de Minas Gerais.


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