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A Crise Aviária – Parte I

novembro 7, 2007

Não se espante com a altura do vôo. Quanto mais alto, mais longe do perigo. Quanto mais você se eleva, mais tempo há de reconhecer uma pane. É quando se está próximo do solo que se deve desconfiar” – Alberto Santos-Dumont, o dândi do Guarujá

Pega meu chocolate, Cartiê queridu! Preciso de 14 bis!Patriotas,

Desde 1926 esse assunto não me deixa tão irritado e eu vou explicar a razão: a crise aviária brasileira não termina nunca! Vem desde o início do século XIX e até hoje vem causando manchetes por todos os lados. COMO, eu pergunto, o ser humano pode atribuir a palavra “crise” para uma atividade que inclui estar se locomovendo sem sair do lugar a uma velocidade média de 970km/h e a mais de 9.000km de altura do solo, dentro de uma lata de sardinha tubular onde as asas estão recheadas de combustível altamente inflamável? Não há crise nisso, apenas um vigoroso desejo de morte compartilhado por bilhões de pessoas no planeta.

Tudo começou quando Santos-Dumont decidiu no ápice de sua insanidade que o Brasil não era bom suficiente para sediar seu primeiro vôo. O que fez a pequena traidora? Mudou-se para Paris onde passou a viver seus draminhas existencialistas  torrando a grana que o papi fez graças ao café brasileiro. Depois de ficar famosa em toda França por rodar na área da Torre Eiffel, Dumont soltou a franga de vez saltitando alegremente por mais de vinte e cinco metros com seu aparato mais pesado que o ar. Até hoje é conhecida no Moulin Rouge como a “Bertha! A pôrra-louca que abalou Paris”! 

Depois de tanta purpurina,  se culpando pela 2ª Guerra Mundial, o Desastre do Zeppelin R-101 e do relógio estilo Cebolão, voltou para o Brasil e tentou diversas vezes cometer suicídio. Obteve seu primeiro e último sucesso em julho de 1932, no Guarujá (a “Cidade Feliz!“). Dizem as más línguas que fora a décima quarta tentativa.

Me deu até gastura isso. Amanhã comentarei a crise em sua atualidade.

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