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Vandeir “Wlad” da Silva, o Vampiro de Presidente Prudente

novembro 9, 2007

Aquém do além adonde que veve os mortos” – O Vampiro Brasileiro

Minha mardição será maligna!Presidente Prudente, cidade com menos de 250.000 habitantes e amaldiçoada por seus constantes rodeios e eventos relacionados ao gado, chamou atenção essa semana graças à Vandeir Máximo da Silva. Vandeir (que tem um sobrenome brasileiro cheio de orgulho) é, de acordo com a lei, um psicopata praticante do vampirismo, ocultismo e outros ‘ismos‘ satânicos que devem ser expurgados da sociedade.

Mesmo negando tais atividades e condições nefastas, Vandeir foi acusado de ter mordido o pescoço e bebido o sangue de dezesseis jovens que fazem parte de uma seita (ou comunidade) chamada Anjos Rebeldes, da qual é o líder.

Os moleques já tinham marcas, e se eu tivesse mordido teria arrancado uma parte do pescoço de alguém“, explicou Silva, chamado de Vlad. Quanto a chupar o sangue dos menores, o ajudante disse que isso é mentira e que prefere suco de uva e vinho.

Era um 1/3 do copo com sangue. Isso vicia.” (…) “Não sei o quanto de sangue que ele bebeu. Os meninos não querem falar muito, dizem que ele é do bem. O que sei é que as vítimas são da tribo Emo (fã de hardcore com letra romântica, com visual andrógino, que usa maquiagem e gosta de chorar)” contou o delegado Dirceu Gravina, da 4DP de Presidente Prudente, que interrogou cinco adolescentes. O delegado acha também que o ‘vampiro’ usou uma prótese dentária com dois caninos que deve estar escondida na casa do acusado.

Eu juro por tudo que é mais sagrado que não inventei nada no texto acima escrito na cor preta. Apenas editei duas matérias, cortando o reduntante e o supérfulo. E por falar em supérfulo, vamos à análise:

Não sei quanto à vocês, mas o hábito de chupar pescocinhos de jovens do sexo oposto para mim é algo muito natural e não constitui crime de maneira alguma. Crime, ao meu ver, é quem não gosta de chupar ou ter o pescoço chupado. Se o rapaz conseguiu que o delegado Dirceu Gravina investigasse e listasse sua façanha, é sinal que as jovens devem ser todas maravilhosas e que tudo não deve passar apenas de ciúmes desse oficial que deveria cuidar de crimes reais entre os peões de rodeio e proteger os cidadãos de bem dos touros raivosos.

A descrição do delegado Dirceu Gravina sobre a medida de sangue necessária para viciar uma pessoa me chamou bastante atenção. Tenho de anotar isso aqui para não esquecer: um terço de um copo de sangue….

Tal dado acurado e (com certeza) muito edificante, só não ofuscou a sua mais ainda revelação sobre os hábitos dos índios ‘Emo‘, tribo que eu desconhecia completamente. Preciso ficar de olho na região.

Para completar o delegado revela que detectará sua única evidência material (os caninos postiços de Wlad) utilizando-se de uma das maiores armas da polícia brasileira: o achismo.

Maravilhoso isso!

O repórter Cícero Affonso, de Presidente Prudente, ainda revela mais sobre as ações de Vandir:

“Depois ele convence os jovens acompanhá-lo no período da noite, até um sítio onde ele demonstra agilidades físicas em uma espécie de luta, mostra suas asas e inicia os menores mordendo-os na região do pescoço.”

Espere um pouco… ‘asas’?

“O suspeito Silva não tem antecedentes criminais e trabalha em uma indústria de papel. Segundo as vítimas, ele se veste sempre de preto, tem “asas e olhos coloridos“.

ASAS COLORIDAS‘? Quem se importa se ele tem antecedentes criminais, tem olhos ou trabalha numa indústria de papel? O sujeito tem ASAS COLORIDAS!

Faço agora uma súplica aos nossos brilhantes cientistas que trabalham no Projeto Genoma: mapeiem o DNA dessa criatura e vendam sua patente para o dono da BRA anteontem! Valdir pode ser a salvação da nossa crise aérea e o homem está aí em São Paulo! Vivo e à cores!

Valdir, abra as suas asas! Solte suas feras! Você pode ser o novo pai da aviação! O último era meio estranho mesmo…

Fontes de respeito utilizadas aqui: Globo Online; por Gabriel Batista, Diário de S.Paulo – Agência Estado, por Sandro Villar – Terra, Cícero Affonso